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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Itália planeja ciclovia de 20.000km

20.000km de ciclovia ininterupta. Parece utopia.
Um grupo de 80 parlamentares italianos apresentou nesta semana um projeto para criação de uma ciclovia de mais de 20.000km, sem interrupções, que atravessará as capitais de todas as regiões passando pelos principais lugares para o turismo, com acesso para as bikes à estações de trem, portos e aeroportos.

O grupo de deputados e senadores está trabalhando na composição de uma lei que viabilize este projeto. O projeto de lei sobre a mobilidade ciclística foi apresentado na última segunda-feira(17/02) durante o seminário "Itália, país Bike friendly", pelo deputado do Partido Democrático Antonio Decaro.

Cabe salientar que: cerca de 60% das locomoções tem uma distância superior a 5km, e 15% inferior a 1km.

Fonte: Folha de São Paulo




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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Motoristas de ônibus vivem situação de fino como ciclistas

Motoristas sentindo na pele o que acontece com os ciclistas nas ruas do Brasil.
Uma das maiores empresas de ônibus do Grande Recife, a Itamaracá, realizou um treinamento prático colocando os motoristas em bicicletas, enquanto os coletivos tiravam “fino” deles (ou “fina”, dependendo do lugar do Brasil onde você está). ”A proposta é sensibilizar os condutores da nossa equipe de motoristas para uma boa convivência com os ciclistas”, conta Maria Amélia, diretora da empresa.


O treinamento foi realizado durante a SIPATMA , Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente. A atividade prática foi uma sugestão da AMECiclo - Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife. “A gente jamais poderia fazer uma ousadia dessas sem esse apoio”, ressalta Maria Amélia, que afirma ainda que a empresa está se preparando para se tornar amiga da bicicleta.

O ônibus passa a 50 cm dos motoristas em treinamento, que estão em bicicletas estáticas, presas ao solo, sem chance de desequilibrar com o susto – algo que acontece nas ruas. Nos vídeos, eles relatam o susto que levam, mesmo já preparados para o que vai acontecer. “O negócio é sério”, diz um deles, visivelmente assustado. Outro admite que já tirou fino algumas vezes, mas depois de viver essa experiência não vai mais fazer isso.

Vale lembrar que há nas ruas motoristas que passam a distâncias até menores que essa. O terror pode ser ainda maior e, mesmo sem tocar na bicicleta, causar um atropelamento decorrente da queda. Por isso a importância do 1,5m de distância lateral ao ultrapassar ciclista.

Segundo matéria do NETV (Globo), todos os 60 motoristas da empresa passaram pelo treinamento que, sem dúvida, foi muito instrutivo. Além da atividade prática, houve apresentação dos artigos do Código de Trânsito que se referem aos ciclistas e dicas de como se portar no trânsito compartilhado.

Fonte: Vá de Bike




domingo, 12 de janeiro de 2014

França pretende pagar para quem for trabalhar de bicicleta

O objetivo: incentivar o uso da bicicleta.
Com esta ideia em mente, alguns países realizaram diversas propostas, desde baixar os impostos que taxam as bikes até elaborar um Plano Nacional da Bicicleta. A França propõe algo a mais: subsidiar os trabalhadores que pedalarem até seu local de trabalho. Com uma cifra de 21 centavos de euro por quilômetro percorrido, Thierry Mariani, atual ministro do Transporte, retoma uma ideia proposta por seu antecessor. As empresas realizariam o abono, em troca de isenções fiscais. O Governo gastará 20 milhões de euros com a medida e espera poupar 5,6 bilhões de euros na área da saúde.



A aposta da França nas bicicletas é séria. Depois de aprovar um ambicioso Plano Nacional da Bicicleta, que permite que os ciclistas circulem na contramão em algumas vias ou interpretem alguns semáforos vermelhos como amarelo, Paris segue seu esforço para promover as duas rodas. Agora, além de poupar em combustível, melhorar seu estado de saúde e favorecer um ambiente urbano mais limpo, os franceses que pedalam para o trabalho receberão um plus econômico.

Esta ideia não é nova. Mas agora, com as pinceladas que o ministro do transporte deu sobre a medida, parece avançar um passo mais. Embora os ciclistas estejam encantados com a proposta, ela recebeu críticas dos ativistas porque não será uma subvenção obrigatória para todas as empresas. O Governo oferecerá bonificações fiscais para assegurar a adesão da maioria das companhias, mas conta com um orçamento limitado de 20 milhões de euros. A subvenção estará dentro de um programa integral que busca melhorar a circulação dos ciclistas nas cidades, financiando a construção de estacionamentos de bicicletas em zonas estratégicas ou aumentando a segurança para evitar roubos.

Em outros países da Europa, como Espanha, ainda há poucas medidas para fomentar o uso da bicicleta. Um plano espanhol aprovado em outubro oferecia ajuda de 200 euros para a compra de bicicletas elétricas. O deputado Odón Elorza (PSOE) apresentou uma proposta para impulsionar o uso da bicicleta. Entre as medidas, pedia uma liquidação do IVA (imposto sobre o valor da mercadoria) que taxa as bicicletas, que o abaixaria de 21% a 10%. Outra das propostas era a elaboração de um Plano Nacional da Bicicleta semelhante aos lançados na França, Grã-Bretanha ou Alemanha. Além disso, propunha a constituição do Conselho Estatal da Bicicleta, uma entidade que reuniria os diferentes ministérios implicados em mobilidade, entidades, associações e empresas do setor para permitir o dialogo sobre o ciclismo. "Em mobilidade ainda há muito o que se fazer", comentava Elorza, depois de apresentar sua proposta.






quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Madri terá sistema de compartilhamento de bikes elétricas

A partir de maio deste ano, os moradores e turistas que passarem por Madri vão contar com um sistema público de compartilhamento de bicicletas elétricas.
A iniciativa vai reverter o atraso da cidade relacionado à mobilidade urbana, e tem por objetivo estimular o maior número de pessoas a aderir às bicicletas como meio de transporte, de maneira segura e confortável.


A capital da Espanha vai contar com 1.560 bikes elétricas e 120 estacionamentos específicos, que reservarão 3.120 vagas para o modal sustentável em meio à cidade. O serviço demandará uma tarifa de dois euros de cada usuário, e ficará disponível 24h por dia.

Para Elisa Barahona, representante de meio ambiente e mobilidade urbana da Prefeitura de Madri, a criação do sistema de aluguel aumenta, também, o uso das bicicletas privadas no espaço urbano. “Em todas as cidades em que foram implantadas as bikes públicas, a presença de ciclistas com suas próprias bicicletas se multiplicou”, explica Elisa.

As bikes elétricas vêm sendo desenvolvidas pela empresa Bonopark, que firmou parceria com a prefeitura de Madri para a realização do projeto. Miguel Vital, diretor geral da empresa, explicou ao jornal El País que as bicicletas elétricas para compartilhamento terão design diferenciado, estimulando, mais ainda, as pessoas a adotá-las como meio de transporte sustentável. “As rodas serão maiores, os quadros e freios terão design diferente”, declarou Vital, que estima que os custos de produção para cada unidade giram em torno de 800 e 1.500 euros.

O compartilhamento de bicicletas convencionais já existia em outras cidades do país – como Barcelona e Sevilha – e o plano de implantação do sistema de bikes elétricas agradou os ciclistas da capital espanhola, que ainda esperam avanços. “A bicicleta pública vai agregar maior visibilidade à mobilidade em Madri, mas seria preciso incluir outras medidas, como restringir o uso de automóveis e reduzir a velocidade no trânsito”, conta o cicloativista Juan Merallo, coordenador da associação de ciclistas espanhóis ConBici.

O plano de mobilidade ainda não recebeu um nome, mas, quando o sistema já estiver concluído, os usuários poderão optar por três níveis de auxílio das bikes elétricas, de acordo com o tipo de trajeto. Quando as bicicletas identificam maior esforço durante o caminho – como uma ladeira íngreme – o motor será ativado automaticamente, a fim de melhorar o desempenho dos ciclistas e aumentar o conforto. Para garantir a segurança nas ruas, o sistema não atinge velocidades maiores do que 20 quilômetros por hora.






sábado, 28 de dezembro de 2013

Ciclovias da cidade de Nova Iorque estão fazendo com que os carros andem mais rápido

Políticas que incentivem o uso de bicicletas, como a criação de ciclofaixas e ciclovias, estão sendo aplicadas nas grandes metrópoles do mundo e mudando, aos poucos, o padrão de mobilidade urbana.
Um exemplo disso é Nova Iorque, nos Estados Unidos, que implantou uma campanha forte para recolocar os ciclistas nas ruas de uma forma mais segura.


No entanto, essa iniciativa produziu um resultado curioso. Segundo o Departamento de Transportes de Nova Iorque, os carros estão se movendo com velocidade maior nas áreas que eram consideradas as mais congestionadas da cidade antes da medida. De acordo com dados de aparelhos de GPS dos táxis da cidade e também de informações da empresa Bloomberg, a velocidade média do tráfego no principal distrito central de negócios de Manhattan tinha aumentado quase 7% desde o ano de 2008.
E com a implantação da infraestrutura para as bicicletas, as ruas tornaram-se menos congestionadas e com mais espaço para os carros acelerarem. O número de deslocamentos de bicicleta aumentou - em 2008, cerca de 756 mil carros entraram em Manhattan; em 2011, esse número chegou a 764 mil, um baixo aumento se for levada em conta a grandeza de Nova Iorque.

Essas informações surgiram de um estudo que também examinou como o calendário poderia afetar a velocidade de tráfego de Manhattan. Isso porque os meses de janeiro, fevereiro, março e agosto foram os mais rápidos; e maio, junho, julho e dezembro, os mais lentos. Mas é preciso fazer uma ressalva: a maior velocidade média foi 14,8 km/h e foi registrada no dia de Natal.

Segundo autoridades, com medidas como corte nos serviços de metrô e ônibus e aumento nas tarifas de trânsito ficou difícil mudar esse cenário. Com base em dados disponíveis mais abrangentes, o Departamento de Trânsito da cidade norte-americana pode constatar que, com a introdução de praças de pedestres e centenas de quilômetros de ciclovias, a velocidade de tráfego se manteve pelo menos estável.

O especialista em transporte Christopher McBride observou que, embora o volume de tráfego esteja bastante consistente, ele diminuiu significativamente no comparativo com cerca de 15 anos atrás, sugerindo que algumas pessoas desistiram de andar de carro. McBride também acrescenta que houve uma melhoria no sistema de sinal de tráfego da cidade para compensar o que ele chama de "impactos negativos de velocidade de tráfego de praças, pedestres e ciclovias", o que permite que as velocidades permaneçam estáveis.

Outro ponto destacado pelo vice-comissário do Departamento de Tráfego e Planejamento, Bruce Schaller, é que a adição de ciclovias protegidas não foi perturbadora para os motoristas, porque os ciclistas sempre usaram essa parte da pista, que agora é oficialmente para as bicicletas.

Fonte: ecycle




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Site Proteste faz pesquisa sobre uso de bicicletas e ciclovias

Colabore respondendo a pesquisa sobre bicicletas e ciclovias e ajude a avaliar o uso deste transporte alternativo e das pistas próprias para bicicletas..
O site Proteste está realizando uma pesquisa sobre bicicletas e ciclovias com o objetivo de entender o uso das bicicletas pelos brasileiros.
Para participar, basta preencher o questionário relatando sua experiência de uso, satisfação e confiabilidade das mesmas. E também sua opinião sobre as vias em que as bicicletas são utilizadas na sua cidade.
As respostas dos questionários são anônimas e serão utilizadas apenas para a análise estatística deste estudo. A sua colaboração é fundamental para a análise do assunto.
Acesse aqui para participar.